A Polícia Civil de Itanhaém (SP) deflagrou a Operação Helmintos nesta quinta-feira (3) para desarticular um esquema de lavagem de quase R$ 1 bilhão do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação visa quatro homens ligados à organização criminosa, agentes públicos e familiares, com foco em movimentações financeiras na Baixada Santista.
Os recursos provenientes do narcotráfico eram utilizados na compra de imóveis de luxo, operados por meio de procurações e escrituras particulares, e no controle de quiosques na orla de Praia Grande. A Justiça determinou o sequestro de 29 imóveis, além do bloqueio de contas e congelamento de investimentos.
A investigação dividiu a atuação do grupo em quatro frentes: lavagem de dinheiro no setor imobiliário, controle de quiosques públicos, favorecimento em licitações municipais e apoio financeiro a políticos eleitos. Os policiais apuram a tentativa de ampliar a influência da organização nos poderes Executivo e Legislativo municipais.
A Justiça decretou a prisão temporária de Anderson Roberto Braghine, Alexander Miguel da Silva, Ronaldo Yuzo Sekiya e Leonildo Marinho de Andrade. Outras seis pessoas são alvo de mandados de busca e apreensão.
Mandados foram cumpridos em residências, comércios e empresas em Praia Grande, Guarujá, Santo André e Santana de Parnaíba. A Prefeitura de Praia Grande também foi alvo da operação.
A apuração revela fraude em licitação realizada em 2020 para a concessão de quiosques na Orla da Aviação, em Praia Grande. De acordo com a polícia, o grupo dividia as funções entre líderes, operadores financeiros, intermediários imobiliários e laranjas.


