O Ministério da Juventude e Infância da Espanha tenta viabilizar a transferência imediata de 500 meninas imigrantes de Ceuta para a Península Ibérica. A medida, proposta pela ministra Sira Rego para aliviar o colapso dos sistemas de acolhimento locais, enfrenta resistência política do Partido Popular (PP) e entraves administrativos da cidade autônoma.
O plano prevê a distribuição das menores em centros com capacidade para 20 a 30 crianças cada. A operação seria realizada por meio de convênios já firmados com entidades privadas sem fins lucrativos.
O departamento de Rego afirma que a opção foi apresentada publicamente há duas semanas. O governo central aponta a recusa de Ceuta em realizar os trâmites necessários como o principal obstáculo para a execução do traslado.
Fontes oficiais de Ceuta alegam que não receberam a confirmação por escrito sobre a existência dessas vagas em organizações privadas. A administração local argumenta que não é comum a disponibilidade de vagas fora dos acordos-quadro de cada comunidade autônoma.
A pasta da Juventude e Infância declarou possuir a documentação necessária e informou que a questão foi discutida em reuniões bilaterais. O Ministério disse que evita o confronto direto com a cidade autônoma apesar da divergência.


