Dez grupos de pesquisadores receberam nesta quinta-feira (3) o prêmio Ig Nobel, galardão que reconhece estudos com abordagens incomuns. Entre os premiados estão cientistas suíços que enterraram roupas íntimas para analisar a saúde do solo e especialistas de Singapura que estudaram a nutrição de baratas.
A premiação, realizada anualmente desde 1991, tem como objetivo destacar investigações capazes de fazer rir primeiro e pensar depois. O critério foca em achados que, embora insólitos, trazem reflexões científicas.
Na Suíça, uma equipe enterrou mais de mil calzoncillos de algodão em jardins e campos. Após dois meses, os pesquisadores mediram a decomposição do tecido. A conclusão do grupo é que quanto mais a tela se desfaz, mais saudável é o solo.
Em Singapura, outro grupo de estudos descobriu que uma espécie de barata produz um cristal de proteína para alimentar as crias. A substância possui mais energia por gramo do que o leite de qualquer outro animal, inclusive da vaca.
Os dois casos integram a lista de dez pesquisas premiadas no ano. Segundo a organização do prêmio, as descobertas não alteram a realidade imediata, mas cumprem a função de instigar a curiosidade através do inusitado.


