O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sergio Nobre, afirmou nesta sexta-feira (4) que a entidade irá expor e denunciar senadores que votarem contra o fim da escala de trabalho 6×1. A medida ocorre após a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ser aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) no dia 2 de setembro.
Segundo Nobre, a proposta não seguiu para o plenário do Senado na mesma data da aprovação na comissão devido à pressão de empresários. O dirigente afirmou que o setor tenta adiar a votação para depois das eleições de outubro para proteger parlamentares que pretendem votar contra a medida para atender interesses de patrões.
A CUT informou que encaminhará um pedido de audiência com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para tratar da marcação da sessão plenária. Nobre disse que a pauta conta com o apoio de mais de 70% da população brasileira.
Para pressionar a Casa Alta, a central sindical planeja intensificar mobilizações nas redes sociais e nos estados. O plano inclui a organização de atos de rua e panfletagens em pontos de grande circulação, com foco no setor do comércio.
O presidente da entidade declarou que serão organizadas caravanas para informar a população sobre a tramitação da PEC. Nobre descreveu a escala 6×1 como cruel, especialmente para os trabalhadores do comércio.


