A psicóloga e neuropsicóloga Joelma Martins detalhou os riscos psicossociais no ambiente profissional e os sinais que indicam quando o estresse cotidiano se transforma em adoecimento mental. A análise ocorreu em entrevista concedida nesta quarta-feira (2), durante as ações de conscientização do Setembro Amarelo.
A especialista explicou que situações relacionadas à rotina de trabalho podem impactar diretamente o bem-estar dos colaboradores. Segundo Martins, é necessário identificar os sinais que mostram que o ambiente profissional está contribuindo para a perda da saúde mental, superando as dificuldades comuns do dia a dia.
A discussão questiona a cultura de cobrança por produtividade e força constante nas organizações. Para a profissional, as empresas e lideranças precisam de ferramentas práticas para identificar quando as equipes não estão bem emocionalmente e construir ambientes mais saudáveis.
A psicóloga afirmou que o cuidado com a mente não deve ficar restrito a campanhas anuais. Ela defendeu a criação de espaços permanentes de escuta, informação e acolhimento dentro das instituições para evitar que o sofrimento evolua para quadros clínicos.
Durante a conversa, Martins relatou que a sociedade frequentemente exige que as pessoas permaneçam disponíveis e produtivas o tempo todo, o que dificulta a admissão de que alguém não está bem. A profissional orientou que familiares, amigos e colegas devem observar sinais externos de alerta.
Sobre sua trajetória, a neuropsicóloga contou que, antes da Psicologia, pretendia ser médica e chegou a se afastar da área escolhida. O retorno à profissão permitiu que ela utilizasse a informação como instrumento de conscientização e cuidado com as pessoas.


