O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, afirmou nesta terça-feira (8) que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli são “ilegítimos”. Durante sabatina, ele defendeu a necessidade de enfrentamento ao tribunal e a ativação do Senado para processos de impeachment de magistrados.
Santos elogiou a decisão do ministro André Mendonça de afastar preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues. O candidato afirmou que a medida foi correta e classificou o episódio como mais um elemento de uma “guerra institucional” em curso.
Sobre a composição da Corte, o presidenciável declarou que não reconhecerá eleições que venham de Moraes e Toffoli. Ele alegou que os dois ministros operaram em favor de um “banco corrupto que comprou a República”.
Caso seja eleito, Santos disse que indicaria para o STF pessoas contrárias ao crime organizado e que não defendam inovações sobre as definições do Congresso Nacional. Ele propôs o fim de decisões monocráticas, a proibição de escritórios de advocacia ligados a parentes de ministros e a retirada da prerrogativa da Corte de julgar parlamentares.
Na área econômica, o candidato afirmou que pretende privatizar os Correios e outras empresas que considera inúteis. No entanto, defendeu a manutenção de estatais estratégicas, como a Petrobras e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), citando a importância de instituições como a ESALQ, em São Paulo, e a Viçosa, em Minas Gerais, para a agricultura.
Renan Santos também criticou a gestão de Jair Bolsonaro, referindo-se ao período como um “surto coletivo” e citando a crença em “maluquices” que levaram pessoas à cadeia. Sobre a defesa nacional, defendeu a implementação de armas nucleares no Brasil via mudança constitucional, embora admita que o horizonte para tal medida seja superior a oito anos.


