O candidato à Presidência Renan Santos afirmou, nesta terça-feira (1º), que o recuo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, sobre a proibição de sua campanha foi motivado por pressões internas na Corte e a reação da sociedade brasileira.
Durante ato realizado no Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista, o criador do partido Missão declarou que não esperava a reversão da decisão nesta data. Santos associou a mudança de postura do ministro ao vazamento de informações sobre ligações do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro.
O candidato afirmou que Toffoli quis “sair de foco” diante de uma “guerra nuclear” no Supremo com Moraes. Segundo Santos, a decisão foi humilhante para o magistrado e que ele “saiu minúsculo disso”.
Santos disse que a decisão ocorreu porque rivais reagiram e outros ministros ficaram envergonhados, o que teria impedido a sustentação da proibição da campanha. O candidato alegou que a sociedade brasileira também reagiu ao caso.
No evento, Renan Santos afirmou que Daniel Vorcaro faz parte do mesmo crime organizado que Moraes e Toffoli. Ele declarou que não será possível derrotar organizações como o PCC e o Comando Vermelho sem a remoção de ministros do STF que seriam “amigos da impunidade e defensores do crime”.
A manifestação na noite desta terça-feira foi marcada por gritos de “fora Toffoli”.


