Mais de 70% da população europeia vive em regiões onde o salário médio não é suficiente para a compra de uma residência com mais de 75 metros quadrados, mesmo com a contratação de hipoteca por 30 anos. Os dados constam em estudo publicado nesta quinta-feira (3) pela revista científica Journal of Maps.
O levantamento foi elaborado por Franziska Sielker e Selim Banabak, pesquisadores da Universidade Tecnológica de Viena. O trabalho analisa a distância crescente entre a capacidade financeira das famílias e os valores praticados no mercado imobiliário do continente.
A apuração indica que os preços de moradias cresceram em ritmo superior aos rendimentos dos domicílios durante mais de uma década. Esse cenário ampliou a brecha econômica e dificultou o acesso de parte da população ao mercado de imóveis.
O estudo aponta que a premissa de que um emprego estável e remuneração média garantiriam a aquisição de um lar para a formação de famílias perdeu a validade diante da valorização descontrolada dos ativos imobiliários.


