O presidente da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou nesta quinta-feira (3) que não possui provas sólidas de que o governo de Marrocos esteja incentivando a entrada massiva de migrantes em Ceuta. A declaração ocorreu durante debate no Congresso sobre a crise migratória na região.
Sánchez disse compreender que parte da população acredite na responsabilidade de Rabat pelo fluxo migratório. O presidente não descartou a possibilidade, mas informou que nenhum serviço de inteligência apresentou dados definitivos que comprovem a tese até o momento.
O governante explicou que aguarda o avanço das investigações para tomar qualquer medida. Segundo Sánchez, uma decisão de confronto com Marrocos teria graves consequências, o que exige a certeza absoluta dos fatos antes de qualquer ação.
“Se existissem provas, agiríamos em consequência”, afirmou o presidente. Ele declarou que o governo atual não tem medo de enfrentar poderes estrangeiros, mas que trabalhará apenas com fatos comprovados.
Durante o discurso, Sánchez criticou José María Aznar. O presidente mencionou que gestões anteriores levaram o país a uma guerra com base em provas falsas. Ele citou o episódio de Perejil como um exemplo do que não deve ser repetido na diplomacia espanhola.


