A Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre publicou um alerta epidemiológico sobre o risco de reintrodução do sarampo na capital gaúcha nesta terça-feira (1 %). Embora não existam registros da doença na cidade em 2026, a medida responde ao aumento de casos em países vizinhos e no Estado de São Paulo.
Desde janeiro, São Paulo registrou 23 pacientes com resultado positivo para a doença. A prefeitura de Porto Alegre orienta que viajantes com destino ou origem na Região Sudeste atualizem a situação vacinal. O alerta recomenda a busca imediata por atendimento médico ao surgirem sintomas como febre e manchas vermelhas no corpo, associadas a coriza, tosse ou conjuntivite.
A enfermeira Renata Capponi, chefe da Equipe de Imunizações na Vigilância em Saúde municipal, afirmou a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada. O imunizante é indicado para pessoas que nunca receberam a dose, que possuem esquema incompleto ou que não têm comprovante de vacinação. A aplicação é contraindicada para gestantes e exige avaliação médica para pessoas imunocomprometidas.
A vacina está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todos os postos da rede municipal para a faixa de 1 a 59 anos. O esquema varia conforme a idade: crianças entre um e cinco anos incompletos recebem a tríplice viral e a tetra viral; adultos de 5 a 29 anos sem vacinação anterior devem tomar duas doses da tríplice viral; e pessoas de 30 a 59 anos recebem uma dose. Profissionais de saúde devem tomar duas doses, independentemente da idade.
Dados de janeiro a junho indicam que a cobertura vacinal em bebês de um ano foi de 87,1% para a primeira dose e 69,5% para a segunda. Os índices anteriores eram de 91% e 77%, respectivamente. A capital gaúcha confirmou um caso da doença em 2025, em paciente com histórico de viagem aos Estados Unidos. No Rio Grande do Sul, o último óbito por sarampo ocorreu em 1997.


