A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) intensificou, nesta quarta-feira (2), os serviços de promoção da saúde mental e prevenção ao suicídio como parte da campanha Setembro Amarelo. A iniciativa visa incentivar a busca por suporte profissional, combater o estigma sobre transtornos mentais e oferecer apoio às famílias dos pacientes.
O atendimento começa na rede de Atenção Primária, porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), onde equipes multidisciplinares identificam o sofrimento psíquico. Casos de crise ou traumas por tentativa de suicídio são recebidos em unidades de urgência e emergência, que realizam o pronto-atendimento e encaminham o paciente para a rede psicossocial.
O monitoramento é feito via Centro de Inteligência Epidemiológica (CIE), que comunica casos identificados em hospitais à rede de Saúde Mental. Após a alta hospitalar, o paciente segue acompanhado em clínicas da família, centros municipais de saúde ou Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), conforme a necessidade.
A SMS orienta que familiares observem sinais como isolamento social, alterações de humor, perda do autocuidado, aumento do consumo de álcool ou drogas e falas de desesperança. Pessoas com histórico de ansiedade e depressão devem receber atenção especial.
Hugo Fagundes, superintendente de Saúde Mental da SMS, afirmou que a conversa é o primeiro passo fundamental, mas que a ajuda profissional é indispensável. Segundo Fagundes, os casos de suicídio são mais comuns em adultos jovens e possuem correlação com depressão, fatores sociais, estrutura familiar e relação com redes sociais.
A rede municipal dispõe de 40 CAPS, incluindo unidades especializadas em álcool e drogas (CAPSad) e para crianças e adolescentes (CAPSi). O funcionamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, exceto nos CAPS III, que operam 24 horas. A cidade conta ainda com sete emergências em saúde mental para cuidados imediatos.


