O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (1º), a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar uma vaga de ministro no Tribunal de Contas da União (TCU). A votação registrou 63 votos favoráveis e quatro contrários, e o nome segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
A tramitação da indicação ocorreu sem a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa dispensada após um requerimento de urgência. Segundo a apuração, a rapidez no processo foi resultado do apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que afirmou ter havido consenso entre parlamentares da base governista, da oposição e do centrão.
Pacheco assumirá a vaga de Bruno Dantas, que está no último ano de mandato e solicitou exoneração com efeitos a partir de 9 de setembro. Dantas, de 48 anos, tomou posse em agosto de 2014 e optou por antecipar a saída, apesar de o cargo ser vitalício com aposentadoria compulsória aos 75 anos.
O senador mineiro, que presidiu a Casa entre 2021 e 2024, já havia sido cotado para o Supremo Tribunal Federal (STF) na sucessão de Luís Roberto Barroso. Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou Jorge Messias, então na Advocacia-Geral da União (AGU), nome que foi rejeitada pelo plenário do Senado.
Antes da indicação ao tribunal, Pacheco recusou convite de Lula para disputar o governo de Minas Gerais e considerou deixar a vida pública. Aliados informaram que o parlamentar vê com bons olhos a nova função.
O TCU é composto por nove ministros. Três são indicados pelo Senado, três pela Câmara dos Deputados e três pela Presidência da República. As vagas indicadas pelo Executivo dependem de aprovação do Senado, sendo que duas delas devem ser preenchidas por auditores do tribunal ou membros do Ministério Público de Contas.


