O plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (1º), a indicação de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU). A aprovação ocorreu por 63 votos favoráveis e quatro contrários, em votação secreta, após articulação do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Pacheco assume o lugar do ministro Bruno Dantas, que oficializou a saída antecipada da corte nesta segunda-feira. A indicação foi formalizada por Alcolumbre na noite anterior, sem a realização de sabatina, com a relatoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL). Para a aprovação do nome, eram necessários 41 dos 81 votos.
A nomeação ocorre após o senador desistir de concorrer a cargos nas eleições e ser preterido pelo presidente Luiz Inácio Lula (PT) para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, Lula indicou Jorge Messias, cujo nome foi rejeitado pelo Senado. A escolha de Pacheco contou com o aval do MDB, partido que indicou Dantas ao tribunal em 2014.
Durante a sessão, o senador Renan Calheiros classificou a indicação como honrosa e citou a qualificação do indicado. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que a atuação de Pacheco na presidência do Congresso e a defesa das urnas eletrônicas justificavam a aprovação.
O líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que o indicado está apto para qualquer posto na República. A líder do governo na Casa, Teresa Leitão (PT-PE), informou que o presidente Lula manifestou ter gosto pela aprovação do nome.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou que a indicação deve ser aprovada sem transtornos na Casa. O TCU é o órgão técnico responsável por fiscalizar a aplicação do dinheiro público federal, com cargos vitalícios e remuneração em torno de R$ 44 mil.


