A candidata ao Senado Simone Tebet (PSB-MS) defendeu, nesta quarta-feira (2), a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). A manifestação ocorreu após a divulgação de mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro no âmbito do caso Banco Master.
Tebet afirmou estar perplexa com as informações sobre a relação entre o ministro e o banqueiro, alegando que a lei deve ser aplicada a todos sem distinção. As mensagens foram localizadas pela Polícia Federal (PF) no aparelho celular de Vorcaro e tiveram o sigilo levantado pelo ministro André Mendonça, do STF, na terça-feira (1).
Nos diálogos, Vorcaro perguntou a Moraes, em 15 de novembro de 2025, se deveria deixar o país. Dois dias depois, o banqueiro foi preso pela PF no Aeroporto Internacional de São Paulo enquanto se preparava para embarcar em um jato particular. O relatório da PF indica que o banqueiro buscou o ministro para tratar do avanço das investigações e de medidas contra ele.
Parte do conteúdo não foi recuperada porque Vorcaro utilizava mensagens de visualização única. Para a candidata, a divulgação exige uma apuração formal e transparente, com direito à defesa e ao contraditório. Ela defendeu que o plenário do STF aceite a abertura de um inquérito contra Moraes para que a sociedade saiba o que ocorreu.
Tebet também solicitou que o mesmo nível de publicidade aplicado ao ministro seja utilizado nas apurações envolvendo Flávio Bolsonaro. O senador, candidato à Presidência da República, é citado no caso devido ao financiamento da cinebiografia de seu pai, Jair Bolsonaro. Documentos indicam um acordo de R$ 134 milhões para a produção do filme Dark Horse.
A candidata defendeu que deputados, senadores e outras autoridades dos Três Poderes sejam investigados caso existam elementos de participação no esquema. O STF não respondeu aos questionamentos sobre a posição de Tebet até a publicação da matéria.


