A Apple anunciou nesta segunda-feira (31) a saída de Tim Cook do comando da empresa após 15 anos. O executivo, de 65 anos, será substituído por John Ternus, que atuava como vice-presidente sênior de engenharia de hardware desde 2021. Esta é a primeira troca de CEO da companhia desde a morte de Steve Jobs, em 2011.
Cook deixa a gestão com um crescimento expressivo no valor de mercado da fabricante do iPhone, que saltou de US$ 350 bilhões para US$ 4,5 trilhões em uma década e meia. Sob seu comando, a empresa foi a primeira a atingir as marcas de US$ 1 trilhão, US$ 2 trilhões e US$ 3 trilhões na Bolsa de Valores.
O legado do executivo inclui a expansão da cadeia de suprimentos global e a diversificação do portfólio com o Apple Watch, lançado em 2015, e os AirPods, em 2016. A empresa também se tornou uma gigante de serviços com iCloud, Apple TV, Apple Music e Apple Pay. Essa divisão representa 30% da receita e gerou US$ 30,7 bilhões dos US$ 109,4 bilhões do trimestre mais recente.
Apesar dos ganhos financeiros, a gestão enfrentou dificuldades com o Vision Pro, óculos de realidade virtual com vendas estimadas entre 500 mil e 600 mil unidades. A companhia cortou cerca de 200 postos ligados ao aparelho na semana passada. Cook também foi criticado por não preparar a empresa para a era da inteligência artificial, resultando em um contrato de US$ 1 bilhão por ano com o Google para integrar o Gemini ao ecossistema da marca.
John Ternus assume agora a tarefa de posicionar a Apple no mercado de IA e reverter a percepção de que a empresa parou de inovar. O novo CEO, descrito como conservador no lançamento de novas categorias, deve apresentar na próxima semana um iPhone dobrável e um smart display, dispositivos desenvolvidos por ele durante sua passagem pela engenharia.


