O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou nesta segunda-feira (31) o uso de armas nucleares contra o Irã. Durante evento no Salão Oval da Casa Branca, Trump classificou como “estúpida” a pergunta de uma jornalista sobre o tema, afirmando que não há motivo para tal medida diante da derrota militar iraniana.
Trump declarou que impedir o Irã de obter uma arma nuclear continua sendo um dos objetivos dos EUA no conflito. Segundo o presidente, uma eventual bomba iraniana representaria uma ameaça a Israel e poderia atingir cidades norte-americanas no futuro.
A fala ocorre um dia após a retomada de ataques dos EUA contra o território iraniano. No domingo (30), forças militares atingiram duas plataformas de lançamento de foguetes na ilha de Larak, primeira ofensiva desde o fim de julho. Teerã respondeu com mísseis balísticos contra bases dos EUA na Jordânia.
Questionado se as ações indicam a volta de operações em grande escala, Trump descreveu o Irã como uma “nação falida”. O presidente citou inflação de 350%, falta de moeda e incapacidade de pagar soldados, além de afirmar que a Marinha e a Força Aérea do país foram acabadas.
A avaliação econômica sucede a intensificação de sanções financeiras aplicada por Washington em 24 de agosto. O governo norte-americano penalizou quase 60 pessoas, empresas e embarcações ligadas aos setores de petróleo, mísseis e tecnologia nuclear. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, admitiu que as medidas prejudicam a economia local.
No domingo (30), Trump publicou vídeo feito com inteligência artificial mostrando o bombardeio da ilha de Kharg, área estratégica para exportações de petróleo. Embora o presidente tenha dito que o centro energético estava sendo reduzido a escombros, autoridades iranianas afirmaram que as operações petrolíferas seguem normalmente.
No Salão Oval, Trump informou que os EUA mantêm o controle do estreito de Ormuz e que navios atravessam a região com auxílio da Marinha norte-americana.


