O ato da direita convocado pelo senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, reuniu 28.500 pessoas na avenida Paulista, em São Paulo, nesta segunda-feira (7). A estimativa foi feita pelo Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP)/Cebrap, em parceria com a ONG More in Common.
O cálculo utilizou imagens aéreas analisadas por um software de inteligência artificial chamado P2PNet, desenvolvido pela Universidade de Chequião, na China, e pela empresa Tencent. No horário de pico, às 16h32, a estimativa de público variou entre 25.100 e 32.000 participantes. O sistema identifica automaticamente as cabeças nas fotos para contabilizar os pontos.
Os organizadores esperavam reunir até 100 mil pessoas, motivados por mensagens reveladas do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, enviadas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O grupo atribuiu a frustração da meta ao clima frio na capital paulista ou à falta de engajamento dos eleitores com o caso Vorcaro-Moraes.
A manifestação teve como alvos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes. Flávio Bolsonaro chamou o magistrado de “laranja podre” e descreveu o gabinete do ministro como “gabinete da perseguição”, afirmando que o STF não pode ser contaminado.
Os dados sugerem redução na mobilização da direita. Em 2025, o ato de 7 de Setembro na mesma avenida contou com 48.800 pessoas. Em 2024, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu quase 60.000 manifestantes no local. O ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar, não compareceu ao evento deste ano.
Anteriormente, em 16 de agosto, Flávio Bolsonaro realizou ato na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, que reuniu 8.900 pessoas, segundo a mesma metodologia da USP/Cebrap. O banco de imagens utilizado para a contagem na Paulista foi disponibilizado publicamente para validação.


