O candidato a presidente da República Wilson Grassi, do partido Democrata, afirmou nesta terça-feira (1º) que correrá 42 quilômetros todos os dias em volta da sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. A ação é um protesto contra a decisão do ministro Dias Toffoli que proibiu a propaganda digital de sua campanha.
A medida do magistrado, tomada na segunda-feira (31), também impede que Grassi acesse o fundo eleitoral e participe de debates. A punição ocorreu porque o candidato descumpriu o prazo para informar à Corte quais perfis utiliza nas redes sociais.
Grassi declarou que a maratona diária servirá para mostrar que não desistirá e que a luta será pacífica e dentro da lei. O veterinário afirmou que manterá a atividade até que a decisão que o censurou nas redes sociais seja revertida.
Dias Toffoli justificou a decisão apontando que a campanha informou a existência de oito perfis apenas no dia 28 de agosto, 17 dias após o pedido de registro. Pela legislação, perfis existentes deveriam ser informados no ato do registro, e os novos, em até 24 horas após a criação.
O ministro explicou que a comunicação desses perfis é necessária para que as redes sociais ajustem seus algoritmos, evitando que as contas sejam recomendadas a quem não segue os candidatos, prática proibida pelas regras eleitorais.
Uma decisão idêntica havia sido aplicada à candidatura de Renan Santos, do partido Missão. No entanto, Toffoli reverteu a medida nesta terça-feira (1º), liberando a campanha digital e a participação em debates do candidato após a campanha e os provedores de internet atenderem às determinações judiciais.


