O candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, afirmou, nesta sexta-feira (4), que o setor público é o “grande vilão” do Brasil. Durante sabatina, Zema defendeu a redução do Estado, a criação de impostos mais inteligentes e a tributação especial para supersalários do serviço público.
Zema criticou a carga tributária sobre empresas, citando que o imposto de renda e a contribuição social já somam 34%. O candidato questionou a lei aprovada em 2025 que taxa em 10% os lucros e dividendos de quem recebe mais de R$ 50 mil mensais, classificando a estrutura estatal como hipertrofiada.
Segundo o político, a legislação deveria privilegiar a restituição de impostos para pessoas de baixa renda, fazendo com que os mais ricos pagassem mais. Ele afirmou que o governo atual pune quem é eficiente e protege uma “casta” no setor público, a qual deveria enfrentar maior tributação e punições mais rigorosas na lei penal.
Sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o banqueiro Daniel Vorcaro, revelada por mensagens da Polícia Federal, Zema disse que a situação causa indignação. O candidato afirmou que o STF se tornou motivo de vergonha nacional e que, em países com códigos de honra, como o Japão, a conduta resultaria em punições severas.
Questionado sobre contratos da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) com a Green Investimentos, empresa ligada a Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro, Zema pediu investigação. A estatal demitiu, em agosto de 2026, o diretor comercial da subsidiária Cemig SIM, Rubens Soalheiro.
Zema declarou que, se houver comprovação de irregularidades ou prejuízos aos cofres públicos nos investimentos de energia solar em Minas Gerais, os responsáveis devem ser condenados e presos.


