Os presidenciáveis Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) criticaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes nesta sexta-feira (4). As reações ocorrem após a divulgação de relatório da Polícia Federal sobre o caso Master, que aponta indícios de irregularidades em contrato do escritório da esposa do ministro.
O relatório da Polícia Federal, tornado público por decisão do ministro André Mendonça, indica que Moraes teria editado a minuta de um contrato firmado entre o banco Master e o escritório de sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes. O documento também traz capturas de tela de conversas em que um interlocutor, identificado como Vorcaro, solicita a ajuda do magistrado para sensibilizar autoridades e orientações sobre a crise na instituição financeira.
Em sabatina concedida à imprensa, Romeu Zema afirmou que a situação é motivo de prisão e não apenas de impeachment, citando o valor de R$ 129 milhões do contrato. O ex-governador de Minas Gerais defendeu a apuração total do caso e criticou a falta de preocupação de autoridades em Brasília com a administração do país, alegando que buscam se proteger.
Renan Santos, do partido Missão, defendeu que o Brasil discuta a elaboração de uma nova Constituição a partir do próximo ano. Segundo o candidato, a institucionalidade brasileira acabou e o pacto de 1988 não é mais sustentável diante da crise provocada pelo caso Master.
Ronaldo Caiado classificou o cenário como uma desordem institucional sem precedentes. O ex-governador de Goiás propôs uma reforma no Judiciário que estabeleça idade mínima para ministros do Supremo e solicitou a quebra de sigilo das investigações dos casos Master, Dark Horse e do INSS.
O escritor Augusto Cury afirmou que ninguém deve ser poupado e que detentores de cargos públicos, como empregados da sociedade, devem provar a inocência ou ser levados à Justiça. Cury declarou que a falta de confiança nas instituições é dramaticamente triste.


