Os trabalhadores da Caraíba Metais, localizada no Brasil, continuam em greve desde o dia 24 de novembro, sem acordo com a empresa. Durante uma reunião na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, a Caraíba admitiu estar com dois meses de salários atrasados, mas não trouxe novas propostas para resolver a situação. Este impasse ocorre após a demissão de 236 operários em julho e mais 287 em setembro, o que reduz ainda mais o efetivo na única metalúrgica de cobre do país.
A empresa está em recuperação judicial desde 2023 e a proposta de pagamento para os demitidos inclui apenas 40% das rescisões em ações da empresa, que têm enfrentado forte desvalorização. O restante do valor seria pago em parcelas mensais, mas somente a partir do próximo ano. Além disso, a Caraíba sugere que os funcionários invistam em um projeto de processamento de resíduos, sem garantias de viabilidade, o que gera descontentamento entre os trabalhadores.
A continuidade da greve e a falta de soluções concretas podem ter consequências graves para os funcionários e para a própria operação da Caraíba Metais. A situação demanda atenção das autoridades e pode resultar em intervenções estatais para evitar uma crise maior. Com a pressão crescente sobre a empresa, a expectativa é de que novas negociações sejam necessárias para garantir os direitos dos trabalhadores e a viabilidade da metalúrgica.

