Em novembro de 2025, o porta-aviões USS Gerald R. Ford chegou ao Caribe, representando a longa história de intervenção dos Estados Unidos na América Latina. Este movimento reflete uma estratégia que não só remonta à Doutrina Monroe, mas que agora integra uma combinação de poder naval e sanções, com o objetivo de combater o narcotráfico e a influência de regimes adversários, como o da China.
A chegada do porta-aviões ocorre em um contexto de crescente tensão, especialmente com a Venezuela, onde a atuação militar americana se intensifica sob justificativas de segurança e combate ao crime. Analistas observam que esse deslocamento militar é interpretado como uma mensagem política, sinalizando a disposição dos EUA em reafirmar seu controle na região através de uma abordagem que mistura ações militares e estratégias diplomáticas.
As implicações desse fortalecimento militar são significativas, pois reacendem debates sobre a soberania dos países latino-americanos e a relação com potências globais. O ambiente de segurança na região se torna mais fragmentado, com países como Venezuela e Cuba vendo a presença naval dos EUA como uma ameaça existencial, o que pode resultar em novas alianças e tensões ideológicas.


