A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) anunciou uma revisão otimista em sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2025, agora fixada em 2,4%. Apesar desse aumento, a entidade expressou preocupações sobre a desaceleração econômica e a inflação persistente, reforçando a necessidade de um aperto fiscal. O relatório foi divulgado nesta terça-feira, 2 de dezembro de 2025, destacando também a melhoria no mercado de trabalho, com a taxa de desemprego atingindo 5,6%, a menor da história.
O documento ressalta que, embora a safra agrícola e o consumo das famílias tenham impulsionado a economia, indicadores recentes mostram um recuo na atividade econômica, com vendas do varejo e produção industrial em queda. A OCDE adverte que os elevados juros e a incerteza global podem comprometer os investimentos em 2026. Além disso, a inflação permanece acima da meta, com projeções de 5,1% para 2025 e 4,2% para 2026, exigindo uma postura monetária restritiva por tempo prolongado.
O relatório também aponta riscos fiscais significativos, com o déficit e a dívida pública em níveis elevados, chegando a 80,1% do PIB em 2026. A OCDE alerta que um eventual descumprimento das metas fiscais pode aumentar a incerteza econômica e prejudicar o investimento. Portanto, a entidade enfatiza a urgência de medidas adicionais para garantir a sustentabilidade fiscal, especialmente em um cenário de pressão inflacionária e crescimento lento.

