Em novembro, os ativos de países emergentes experimentaram uma saída líquida de US$ 3,9 bilhões em investimentos estrangeiros, segundo dados do Instituto de Finanças Internacionais (IIF). Essa mudança marca uma reversão drástica em relação aos ganhos líquidos de US$ 20,5 bilhões observados em outubro, refletindo um ambiente de risco crescente para os investidores.
O IIF atribui essa reversão quase que inteiramente ao desempenho das ações, que mostraram maior sensibilidade às flutuações no clima econômico global e ao sentimento em relação à China. Enquanto isso, os fluxos de títulos mantiveram-se positivos, indicando uma resiliência nas alocações de renda fixa, conforme detalhado no relatório da instituição.
Além disso, o IIF aponta que, de janeiro a novembro, os países emergentes acumularam um total de US$ 223,2 bilhões em fluxos líquidos, superando os números do ano anterior. O impacto dessa saída de investimentos pode influenciar a percepção do mercado sobre a estabilidade econômica dessas nações, especialmente em um contexto de incertezas globais.


