A participação das estatais chinesas no setor petrolífero brasileiro cresceu exponencialmente, passando de 0,7% em 2011 para 5,3% atualmente. Em 2024, essas empresas, incluindo CNPC, CNOOC e Sinopec, extraíram 65 milhões de barris, solidificando sua posição como a terceira maior força produtora no Brasil, atrás apenas da Petrobras e da Shell.
Esse crescimento reflete a busca da China por diversificação em suas fontes de petróleo, especialmente em um contexto geopolítico tenso com os Estados Unidos. Em 2024, um quarto do capital chinês investido no Brasil foi direcionado ao setor de petróleo e gás, tornando o país o principal destino de investimentos chineses em mercados emergentes. O petróleo superou a soja como o principal produto de exportação do Brasil, com quase metade destinada a refinarias chinesas.
A lógica das estatais chinesas é guiada por uma estratégia de longo prazo, o que lhes permite agir com maior flexibilidade e assumir riscos que empresas privadas não consideram. Embora a Petrobras continue dominando a produção, a crescente influência da China no setor pode alterar as dinâmicas de mercado e a estrutura de preços, exigindo que o Brasil avalie cuidadosamente sua dependência do capital chinês.

