Aumento no abate de bovinos gera alerta sobre inflação futura

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

No terceiro trimestre de 2025, o Brasil registrou um aumento expressivo no abate de bovinos, com 11,27 milhões de cabeças abatidas, conforme dados do IBGE. Essa cifra representa uma alta de 18% em relação ao mesmo período de 2024, mas a composição desse abate levanta preocupações. O número de fêmeas abatidas saltou para 3,45 milhões, enquanto o abate de machos apresentou queda, indicando uma mudança significativa na dinâmica do setor pecuário.

A situação é analisada pelo empresário e colunista Gustavo Junqueira, que destaca que o aumento no abate de fêmeas não se limita a um ajuste pontual, mas representa um risco à produção futura. O pecuarista está liquidando seu estoque para garantir liquidez em um cenário de custos elevados e crédito restrito. Essa estratégia, embora possa trazer alívio temporário aos preços, compromete a oferta de bezerros e bois nos próximos anos.

Com a tendência de queda na oferta futura, especialistas apontam que a inflação alimentar poderá se agravar em 2027. O setor agropecuário, apesar de se mostrar robusto em 2025, enfrenta desafios biológicos que não podem ser ignorados. O comportamento do mercado atual pode resultar em pressões inflacionárias e influenciar decisões de política monetária, afetando diretamente o consumidor.

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