B3 projeta elevado payout em 2026, mas custos geram preocupações no mercado

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

A B3, a bolsa brasileira, anunciou suas projeções financeiras para 2026, prevendo desembolsos totais que variam entre R$ 3,17 bilhões e R$ 3,61 bilhões. Em um contexto otimista, as ações da empresa subiram 1,26%, refletindo um dia positivo para o mercado. A companhia também revelou um novo programa de recompra de ações, que permitirá a compra de até 230 milhões de ações, representando 4,5% do total em circulação.

Entretanto, as previsões de despesas ajustadas da B3, que variam entre R$ 2,4 bilhões e R$ 2,6 bilhões, superam os valores de 2025, despertando preocupações entre analistas. O Goldman Sachs observou que, embora as projeções indiquem um crescimento das despesas, isso pode ser compensado por um aumento mais robusto na receita. A administração da B3 aponta um payout saudável entre 90% e 110%, semelhante ao ano anterior, mas a previsão de custos mais elevados pode influenciar negativamente a percepção do mercado.

As preocupações com o aumento das despesas e a concorrência persistem, levando instituições financeiras a adotar uma postura neutra em relação ao desempenho das ações da B3. Apesar do valuation atrativo, com um P/L de 13,4, os altos juros no Brasil limitam o potencial de crescimento. A B3 realizará seu Investor Day em breve, o que poderá fornecer mais clareza sobre suas estratégias futuras e a resposta do mercado a essas projeções.

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