Em 16 de dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou o presidente da França, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, a assinar o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, com a expectativa de que isso ocorra no próximo sábado, 20. Em sua declaração, Lula ressaltou a importância do acordo, que está em discussão há 26 anos e representa um PIB de US$ 22 trilhões, e pediu que os líderes europeus assumam a responsabilidade pela sua conclusão.
Durante uma reunião no Palácio do Planalto, Lula mencionou que o Mercosul está disposto a ceder mais do que os países europeus, mas que há preocupações de Macron relacionadas à competitividade dos produtores rurais da França. Ele destacou que a resistência pode estar ligada a questões políticas internas na França, onde a população está insatisfeita, afirmando que o Brasil não compete diretamente com os produtos agrícolas franceses devido a diferenças de qualidade.
Lula também fez referência às negociações com os Estados Unidos e como sua abordagem tem sido de igualdade nas discussões, especialmente após a retirada de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes. O presidente brasileiro enfatizou a urgência de avançar nas negociações e a importância de um acordo que beneficie ambas as partes, reiterando sua esperança de que Macron e Meloni tragam boas notícias no próximo encontro.

