Entre janeiro e setembro de 2025, o mercado imobiliário brasileiro contabilizou 33 fusões e aquisições, representando uma queda de 15,38% em relação aos 39 negócios realizados no mesmo período de 2024. Os dados, provenientes de um levantamento da KPMG, indicam um ambiente mais restritivo para investimentos, com empresas nacionais dominando as transações em meio à cautela de investidores estrangeiros.
A queda nas fusões e aquisições é atribuída a fatores como juros elevados, aumento nos custos de construção e uma seletividade maior na escolha de ativos. Dentre as operações, 24 foram realizadas exclusivamente entre empresas brasileiras, enquanto apenas duas envolveram a entrada de capitais estrangeiros no Brasil. Especialistas, como Juan Diaz, sócio-líder de Real Estate da KPMG, observam que, apesar das dificuldades, a demanda por ativos de qualidade ainda sustenta esperanças de recuperação.
O cenário atual sugere que o capital nacional se tornará cada vez mais protagonista no setor, enquanto o capital estrangeiro permanece cauteloso. A expectativa é que o volume de fusões e aquisições se mantenha em níveis semelhantes a 2025 no próximo ano, o que poderá impactar a dinâmica do mercado. Com a pressão sobre os custos de construção e a taxa básica de juros elevada, os investidores tendem a priorizar ativos consolidados e a reavaliar suas estratégias de alocação.

