Uma pesquisa realizada pela Quaest, divulgada em 17 de dezembro de 2025, aponta que 47% dos entrevistados se opõem ao projeto de lei da dosimetria, que está em análise no Senado. A proposta, que poderia reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro por sua condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado, é vista por muitos eleitores como uma medida direcionada a beneficiar especificamente o ex-presidente, com 58% acreditando nessa intenção.
O levantamento, que ouviu 2.004 pessoas entre 11 e 14 de dezembro, mostra que a rejeição ao projeto é especialmente alta entre eleitores identificados como lulistas ou de esquerda. Apenas 24% apoiam a proposta de redução, enquanto 19% defendem cortes ainda mais significativos. Entre os eleitores independentes, a maioria também se posiciona contrária à proposta, com 48% rejeitando-a.
As implicações da pesquisa colocam em evidência o descontentamento popular em relação a possíveis benefícios legais para Bolsonaro. O debate sobre a dosimetria é fortemente associado à situação jurídica do ex-presidente, o que pode impactar a percepção pública e as futuras decisões legislativas. A rejeição à ideia de anistia também se mantém, com 44% dos eleitores contrários a qualquer tipo de clemência para os condenados pelos atos golpistas.

