Deputados de Minas Gerais aprovam privatização da Copasa com 53 votos a 19

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

Na noite de quarta-feira (7), a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) em uma votação que resultou em 53 votos favoráveis e 19 contrários. A proposta, de autoria do governador Romeu Zema, foi discutida por mais de oito horas antes de ser aprovada, permitindo ao estado adotar medidas de desestatização da empresa, uma das maiores do setor no Brasil.

Durante a discussão, deputados de oposição expressaram preocupações sobre os impactos da privatização, argumentando que isso poderia levar a um retrocesso nos serviços prestados à população, especialmente nas áreas mais vulneráveis. A deputada Bella Gonçalves (Psol) destacou que a água limpa é um direito fundamental e criticou a proposta, enquanto outros parlamentares, como Gustavo Valadares (PSD), defenderam a privatização como uma forma de viabilizar a universalização do saneamento básico no estado.

Com a aprovação, o projeto segue para a sanção do governador, que terá a responsabilidade de decidir se implementa ou não a desestatização. A medida tem gerado forte debate e a Associação Mineira de Municípios já acionou o Tribunal de Contas do Estado para orientações sobre os efeitos da privatização nos contratos existentes. As implicações dessa mudança poderão afetar diretamente a gestão de água e esgoto em 637 cidades mineiras.

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