O economista italiano Fabio Ongaro, após uma conversa com um amigo, decidiu investir R$ 5 milhões na compra de 3 mil hectares de floresta nativa na Amazônia. O projeto, que envolve tecnologia de mensuração ambiental, visa transformar a conservação em um ativo econômico com potencial de faturamento anual de até R$ 7,5 milhões. A localização da propriedade, no município de Rio Preto da Eva, a cerca de 80 km de Manaus, é estratégica para a iniciativa.
Ongaro destaca que a monetização se dará através do mercado voluntário de carbono, utilizando uma plataforma que cria certificados digitais de preservação, conhecidos como NFTs. Cada hectare é subdividido em parcelas, e os contratos anuais garantem a rastreabilidade e a autenticidade das áreas preservadas. A certificação pela Bureau Veritas, uma respeitada entidade de auditoria, foi fundamental para atrair empresas interessadas em compensações ambientais.
Com negociações já em andamento com grupos internacionais, incluindo uma empresa de logística, o projeto busca expandir suas operações. Ongaro acredita que a preservação da floresta pode ser mais lucrativa do que a exploração, ressaltando a necessidade de um modelo econômico sólido para garantir a conservação a longo prazo. O sucesso da iniciativa poderá abrir portas para outros proprietários de terras, promovendo uma rede de preservação ambiental sustentada economicamente.

