Ex-mulher de Toffoli aumenta atuação no STF desde posse do ministro

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

Roberta Maria Rangel, ex-esposa do ministro do STF Dias Toffoli, viu sua atuação nas Cortes aumentar drasticamente desde a posse dele em 2009. Dados indicam que ela passou de 53 para 127 processos no STF e STJ, o que representa um crescimento de 140%. Essa ampliação, com 70,5% das ações iniciadas após a posse de Toffoli, levanta questões sobre a ética e a transparência no sistema judiciário brasileiro.

A carteira de clientes de Rangel inclui grandes nomes do setor, como o grupo J&F e a Companhia Siderúrgica Nacional, que têm processos tramitando nas mesmas instâncias. A análise foi realizada até o primeiro semestre de 2023, quando o casal se separou, mas não houve declarações de Toffoli ou Rangel sobre o assunto. A situação é semelhante à de outros ministros, como Alexandre de Moraes, cuja esposa também ampliou sua atuação no STF.

Embora a lei permita a atuação de familiares de ministros como advogados, surgem preocupações sobre a possibilidade de conflitos de interesse. O STF flexibilizou algumas regras, permitindo que juízes julguem casos em que advogados parentes estejam envolvidos, desde que não sejam responsáveis pela representação. Essa flexibilização, aliada ao histórico de Toffoli de decisões controversas, continua a suscitar debates sobre a integridade do sistema judiciário.

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