Desde que o ministro Dias Toffoli assumiu o Supremo Tribunal Federal (STF) em 2009, sua ex-mulher, Roberta Maria Rangel, viu sua atuação na Corte crescer significativamente, passando de 53 para 127 processos. Dados indicam que aproximadamente 70,5% dos casos em que Rangel atua tiveram início após a posse de Toffoli, levantando preocupações sobre a ética na interseção entre a vida pessoal e as responsabilidades profissionais do ministro.
A carteira de clientes de Rangel inclui empresas de grande porte, como o grupo J&F e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), cujos casos estão em andamento no STF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A análise dos dados foi realizada até o primeiro semestre de 2025, quando o casal se separou. A situação ressalta a necessidade de um debate mais profundo sobre a atuação de familiares de ministros em casos que podem envolver interesses conflitantes.
Além disso, essa não é uma situação isolada, uma vez que outros familiares de ministros também ampliaram suas atuações nas Cortes. A lei permite que parentes atuem como advogados, mas os ministros são proibidos de participar de julgamentos em que seus familiares estejam envolvidos. O caso de Toffoli e Rangel pode gerar novas discussões sobre a necessidade de regulamentações mais rigorosas para evitar conflitos de interesse.

