Em 2026, as fintechs brasileiras enfrentarão um período de ajuste e consolidação em decorrência das novas exigências estabelecidas pelo Banco Central. As normas, que precisam ser implementadas até 31 de dezembro do próximo ano, visam aumentar a segurança das operações e podem resultar na fusão de empresas que não possuem estrutura ou capital suficientes para atender às novas demandas do mercado financeiro.
A regulação foi discutida com o setor desde o final de 2024, considerando o crescimento das fintechs e a necessidade de padronizar exigências em três frentes: clareza quanto aos riscos, transparência e aumento no capital mínimo exigido. A nova regra estabelece que o patrimônio mínimo para a prestação de serviços de Banking as a Service (BaaS) será elevado de R$ 1 milhão para até R$ 10 milhões, dependendo da atividade, o que pode dificultar a entrada de novos participantes no mercado.
Os especialistas avaliam que, apesar das dificuldades, as novas regras contribuirão para um setor mais robusto e seguro. A expectativa é que as fintechs já regulamentadas continuem a prosperar, enquanto aquelas que não se adaptarem possam buscar fusões para manter a competitividade. Com o aumento da responsabilidade sobre as operações e a necessidade de maior transparência, as empresas precisarão se preparar para um ambiente mais exigente e supervisionado.

