O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, informou em coletiva que a estatal precisa captar R$ 8 bilhões para cumprir suas obrigações financeiras. O anúncio ocorreu após a assinatura de um contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos, evidenciando a grave situação financeira da empresa. Rondon destacou que as iniciativas de reestruturação devem gerar economias significativas até 2028.
Para enfrentar a crise, a empresa implementará um Programa de Demissão Voluntária (PDV) que visa economizar R$ 2,1 bilhões anualmente. O programa, que será iniciado em janeiro de 2026, tem potencial para reduzir a força de trabalho em até 15 mil empregados. Além disso, a estatal planeja alienar imóveis ociosos, o que pode resultar em receitas adicionais de R$ 1,5 bilhão.
O Tesouro Nacional está acompanhando de perto a reestruturação da empresa e não descarta a possibilidade de um aporte financeiro no futuro. Rondon enfatizou que, sem as devidas intervenções, os déficits devem continuar a se acumular, com um prejuízo estimado de R$ 23 bilhões em 2026. A expectativa é que, com as medidas em curso, a situação financeira dos Correios comece a se estabilizar a partir de 2027.

