A Associação Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (ANDC) manifestou, em 30 de dezembro de 2025, sua insatisfação com as metas de descarbonização divulgadas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Essas metas obrigatórias visam a redução das emissões de gases de efeito estufa para a comercialização de combustíveis entre 2026 e 2035, mas a ANDC argumenta que são inexequíveis, prevendo um custo de R$ 3,5 bilhões para a sociedade em 2026.
Segundo a ANDC, a falta de audiência pública e transparência no processo de definição das metas demonstra uma gestão autoritária por parte do governo. A entidade já havia alertado a Controladoria Geral da União (CGU) sobre possíveis vícios na metodologia de cálculo das metas, pedindo uma investigação. A associação destaca que a nova exigência impõe um aumento de 20% em relação à meta de 2025, sem benefícios econômicos claros.
O diretor executivo da ANDC, Francisco Neves, enfatizou que essa pressão adicional sobre os custos pode afetar significativamente empresas de menor porte, resultando em um risco de concentração de mercado. Ele alertou que a transferência de custos pode impactar diretamente o consumidor final, elevando os preços dos combustíveis, o que suscita preocupações sobre a viabilidade econômica das novas obrigações de descarbonização.

