Nove procuradores de Justiça do Ministério Público de Roraima receberam, em dezembro, um rendimento líquido médio de R$ 240 mil cada, totalizando R$ 2.151.897,47. Este montante equivale a sete vezes o teto salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que é de R$ 35 mil líquidos, e representa 1.490 rendimentos mensais domiciliares no estado, considerando o valor médio de R$ 1.445.
Além dos procuradores, promotores também receberam valores expressivos, com 16 deles alcançando rendimentos líquidos superiores a R$ 200 mil. A situação gerou um clamor por mais transparência, especialmente porque não houve resposta do Ministério Público de Roraima ou da Associação dos Promotores sobre os critérios usados para esses pagamentos. Os contracheques, que incluem verbas indenizatórias, não apresentaram descontos que normalmente deveriam ser aplicados, como a retenção por teto constitucional.
Os altos salários dos procuradores e promotores de Roraima levantam questões sobre a adequação das remunerações no setor público e a necessidade de revisão das políticas de pagamento. A reportagem do Estadão continua a buscar esclarecimentos sobre a situação, enquanto a população aguarda uma posição oficial sobre o que muitos consideram excessos no sistema de remuneração do Ministério Público. O debate sobre a transparência e a legalidade dos supersalários torna-se cada vez mais relevante no contexto atual.

