Na última sexta-feira, 2 de janeiro de 2026, a Superintendência-Geral do Cade anunciou a abertura de um inquérito contra a Microsoft, visando apurar possíveis infrações à ordem econômica relacionadas ao software corporativo e à computação em nuvem. A investigação se baseia em uma recomendação da área técnica do órgão antitruste, que considera preocupações levantadas em um relatório da Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido, publicado em julho do ano anterior.
O relatório britânico identificou que as práticas de licenciamento da Microsoft têm gerado efeitos negativos sobre a competitividade de seus concorrentes, como AWS (Amazon Web Services) e Google. A nota técnica do Cade menciona que essas políticas podem estar prejudicando a oferta de serviços de computação em nuvem, especialmente para clientes que dependem de softwares da Microsoft. A ausência de resposta imediata da empresa no Brasil foi notada pela imprensa, levantando questionamentos sobre sua posição no mercado local.
O inquérito do Cade representa um passo significativo na análise das práticas de mercado da Microsoft e suas implicações no Brasil. A decisão pode levar a mudanças nas políticas de licenciamento da empresa e impactar diretamente a concorrência no setor de tecnologia. O desdobramento dessa investigação poderá influenciar a dinâmica do mercado de computação em nuvem no país, colocando em pauta a necessidade de uma regulação mais rigorosa nesse segmento.

