Taxas de juros futuros caem na abertura de 2026 acompanhando dólar em baixa

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

Na primeira sessão de 2026, as taxas de juros futuros no Brasil apresentaram uma queda acentuada, com destaque para o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2027, que passou de 13,803% para 13,7%. Essa movimentação ocorreu em um dia marcado pela liquidez reduzida e a ausência de dados econômicos relevantes, além da queda do dólar, que recuou 1,16%, estabelecendo-se em R$ 5,4256. Segundo especialistas, essa dinâmica é comum em períodos sem catalisadores que influenciem diretamente os mercados financeiros.

Analistas destacam que a queda nas taxas de juros reflete uma correção após a volatilidade observada em dezembro, quando as taxas longas subiram consideravelmente. A falta de novidades no cenário político e econômico, especialmente com o recesso legislativo, contribui para um ambiente de estabilidade. Além disso, a expectativa de uma possível atuação do Banco Central no câmbio pode favorecer uma valorização maior do real, impactando positivamente a inflação e as taxas futuras.

As implicações dessa movimentação são significativas para o mercado financeiro, com a possibilidade de discussões acerca de cortes na Selic, atualmente em 15%. Os analistas sugerem que a inflação deve desacelerar ao longo do ano, com a projeção de que chegue abaixo de 3,5% em 12 meses. Essa expectativa, associada a um quadro eleitoral mais estável, pode levar a uma redução adicional dos prêmios de risco nas taxas futuras, criando um ambiente propício para cortes nas taxas de juros.

Compartilhe esta notícia