Um membro das forças de segurança do Irã foi morto após um ataque com arma branca e tiros na cidade de Harsin, no oeste do país, conforme relatado pela agência Mehr no último sábado, 3 de janeiro. O incidente ocorreu no sétimo dia de protestos que começaram devido ao aumento do custo de vida, afetando comércios e mobilizando a população em diversas cidades, incluindo a capital, Teerã.
As manifestações têm gerado uma resposta violenta das autoridades, com relatos de pelo menos oito mortes, incluindo a de membros das forças de segurança. As mobilizações alcançaram ao menos 25 cidades, com episódios de confronto entre manifestantes e forças de segurança, como o lançamento de coquetéis molotov e a exibição de armas. A situação, embora tensa, parecia tranquila no último sábado, com as ruas desertas devido ao feriado e condições climáticas adversas, como chuva e neve.
A repressão aos protestos chamou a atenção internacional, levando o presidente dos Estados Unidos a advertir o Irã sobre possíveis consequências caso a violência contra manifestantes pacíficos continue. A resposta do governo iraniano, por meio de seu chanceler, foi de desdém, considerando as declarações de Trump imprudentes. A crise econômica do Irã, marcada pela desvalorização da moeda e inflação crescente, continua a alimentar a insatisfação popular e a agitação social.

