Safra de café do Brasil promete aliviar oferta, mas preços devem permanecer altos

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

O mercado global de café observa atentamente a safra brasileira prevista para 2026, que poderá trazer alívio à oferta mundial. Após três anos de produção insuficiente devido a geadas e estiagem, as condições climáticas nas regiões cafeeiras do Brasil melhoraram, proporcionando otimismo entre os produtores. No entanto, a volatilidade climática ainda representa um risco à produção futura.

Os cafeicultores brasileiros aguardam chuvas regulares até janeiro, essenciais para o desenvolvimento dos grãos. Apesar do aumento esperado na oferta, fatores como a manutenção de baixos estoques mundiais e o consumo consistente em novos mercados, como a China, devem impedir uma queda acentuada nos preços. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgará a primeira previsão da safra 2026 no final de janeiro, com a safra de 2025 já projetada em 56,5 milhões de sacas.

A expectativa é que a pressão sobre os preços internacionais do café persista, mesmo com o aumento da oferta. O fim do tarifaço dos Estados Unidos sobre o café brasileiro e o adiamento do Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento, previsto para 2027, podem melhorar a disponibilidade do produto. Contudo, a cotação do café ainda enfrenta desafios devido aos baixos estoques e ao aumento do consumo em mercados emergentes.

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