Neste domingo (4), o tenista sérvio Novak Djokovic anunciou sua saída da Associação de Tenistas Profissionais (PTPA), da qual foi cofundador em 2020. O jogador, atualmente na quarta posição do ranking mundial, expressou preocupações sobre a transparência e a governança da organização, que entrou com ações judiciais contra entidades reguladoras do tênis, alegando práticas abusivas e um calendário insustentável.
Djokovic destacou que sua decisão resultou de reflexões profundas sobre como sua imagem e voz têm sido representadas na PTPA. Ele enfatizou que, apesar de sua satisfação inicial com a fundação da associação, seus valores e perspectivas não estão mais em sintonia com os da atual diretoria. O tenista de 38 anos reafirmou seu compromisso com o esporte, sua família e seus princípios, desejando sucesso a todos os envolvidos na organização.
A saída de Djokovic da PTPA ocorre em um contexto de crescente tensão entre jogadores e órgãos reguladores do tênis, que enfrentam acusações de corrupção e exploração. O jogador deve participar do torneio ATP 250 em Adelaide, como parte de sua preparação para o Aberto da Austrália, que se inicia em janeiro. Essa mudança pode impactar a dinâmica da PTPA e suas ações judiciais em andamento contra a ATP e a WTA, ampliando o debate sobre a governança no tênis profissional.

