A prisão de Nicolás Maduro pelas forças especiais dos Estados Unidos em 5 de janeiro de 2026 representa uma significativa perda para a Rússia, que considerava o líder venezuelano um aliado estratégico. A operação ocorreu apenas meses após a Rússia ter estabelecido uma parceria com Maduro, e Moscou a classifica como uma forma de ‘pirataria moderna’ por parte do governo Trump.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia expressou sua insatisfação com a detenção de Maduro, que poderia beneficiar a influência dos EUA na Venezuela, um país com vastas reservas de petróleo. Nacionalistas russos criticaram a rápida ação americana, contrastando-a com a ineficácia da Rússia em conquistar a Ucrânia ao longo de quase quatro anos de conflito. Entretanto, há uma percepção de que a Rússia pode ainda explorar essa situação para reafirmar sua própria esfera de influência no hemisfério ocidental.
Analistas sugerem que a Rússia, embora tenha perdido um aliado, pode encontrar formas de se beneficiar da complexa geopolítica emergente. A operação dos EUA na Venezuela é vista como uma extensão da Doutrina Monroe, que busca reafirmar o domínio americano na América Latina. O desdobramento dessa situação poderá impactar as relações internacionais e a dinâmica de poder na região nos próximos anos.

