MP-RJ pede prisão de ex-CEO da Hurb por uso de documento falso

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) pediu nesta terça-feira, 6, a prisão preventiva de João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da Hurb. Mendes foi detido no dia anterior no Aeroporto de Jericoacoara, no Ceará, enquanto tentava embarcar com um documento de identidade falso. Este episódio se dá em meio a um processo em que ele já é acusado de furto de obras de arte, resultando em uma situação legal complexa e delicada.

No contexto de sua atual situação, Mendes estava sob medidas cautelares que incluíam o uso de uma tornozeleira eletrônica e a apresentação de relatórios médicos mensais. Contudo, a promotoria alegou que ele não apresentou relatórios desde setembro e desrespeitou as condições impostas, o que embasou o novo pedido de prisão. A defesa de Mendes, por sua vez, afirmou que ele já se encontra em liberdade após a audiência de custódia e está focado na recuperação de sua saúde.

A nova solicitação de prisão preventiva do MP-RJ destaca a preocupação com o cumprimento das ordens judiciais e a possibilidade de reincidência em atividades ilegais. Mendes, que co-fundou a Hurb em 2011, enfrentou problemas financeiros na empresa, que pediu recuperação judicial em 2024 após dificuldades para honrar compromissos com clientes. A situação do ex-CEO e da empresa reflete a fragilidade de negócios que não conseguiram se adaptar às condições do mercado pós-pandemia.

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