Brasil condena prisão de Maduro pelos EUA como violação de soberania

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Em uma reunião do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington, o Brasil manifestou sua forte condenação à recente ação militar dos Estados Unidos que resultou na prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro. O embaixador Benoni Belli classificou a operação como um ‘sequestro’, afirmando que ela rompe com normas essenciais do direito internacional e compromete a estabilidade regional.

Belli argumentou que os bombardeios e a retirada forçada de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, representam uma grave afronta à soberania da Venezuela. Ele ressaltou que esse episódio reabre feridas históricas relacionadas a intervenções norte-americanas na América Latina, um tema sensível para a região que ainda busca preservar sua autonomia. Além disso, o embaixador citou a resolução 297 de 2025 da Comissão Jurídica Interamericana, que proíbe o uso da força entre Estados, exceto nos casos previstos pela ONU.

O representante brasileiro concluiu que a crise na Venezuela deve ser resolvida por meio de um processo político interno, sem a interferência de potências externas. Essa posição foi recebida com apoio de vários países da América do Sul, além de críticas de nações como Rússia e China, que também condenaram a intervenção militar. O Brasil se comprometeu a preservar a tradição regional de soluções pacíficas para conflitos, enfatizando a importância do respeito à dignidade nacional dos povos.

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