A aprovação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia pelo Conselho Europeu, ocorrida na última sexta-feira (9), sinaliza um novo capítulo nas relações comerciais entre Brasil e Europa. O tratado, que será formalmente assinado em 17 de janeiro, promete transformar o comércio ao eliminar tarifas sobre cerca de 91% dos produtos, beneficiando principalmente o agronegócio brasileiro, que inclui carnes, café e frutas.
Especialistas prevêem que o setor agropecuário será o principal ganhador a curto prazo, com a expectativa de aumento na competitividade de produtos brasileiros no mercado europeu. Além disso, a indústria brasileira, especialmente os segmentos químicos e de máquinas, pode também aproveitar oportunidades resultantes da harmonização regulatória e da redução de barreiras comerciais, embora os impactos sejam esperados de forma gradual.
A longo prazo, os ganhos do acordo podem se estender para a indústria, elevando a produtividade e permitindo um acesso mais facilitado a tecnologias e insumos europeus. Contudo, a abertura do mercado deve aumentar a concorrência interna no Brasil, exigindo que as empresas locais se adaptem a um cenário mais competitivo, o que poderá trazer tanto desafios quanto oportunidades de crescimento.

