Presidente do CFM informa STF sobre decisão e pede para não depor

Sofia Castro
Tempo: 1 min.

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que atendeu à decisão do ministro Alexandre de Moraes, que anulou a sindicância referente ao atendimento médico do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em função desse cumprimento, Gallo solicitou ao STF que não seja convocado para depor à Polícia Federal sobre o caso.

Na manifestação enviada à Corte, Gallo afirmou que o CFM não tinha a intenção de fiscalizar as ações da Polícia Federal e que a abertura da sindicância demonstrava uma ilegalidade. O procedimento foi instaurado após quatro denúncias sobre o atendimento médico prestado a Bolsonaro, que se encontra preso em Brasília. Após a anulação da sindicância, mais 40 denúncias surgiram, mas nem todas puderam ser consideradas pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal.

O ministro Moraes destacou que o CFM não possui competência para intervir nas atividades da PF. A decisão enfatizou a ilegalidade da sindicância e a ignorância sobre os fatos envolvidos. A Polícia Federal deve ouvir Gallo em até 10 dias, e o caso se desenrola em meio a um cenário de crescente tensão política e jurídica em torno do ex-presidente.

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