Pacientes em Gaza pedem continuidade da missão da Médicos Sem Fronteiras

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Pacientes do hospital Nasser, localizado na Faixa de Gaza, estão preocupados com a possibilidade de a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) deixar a região, após uma ordem das autoridades israelenses que exige a retirada de 37 organizações estrangeiras. Adam Asfur, um menino ferido durante ataques, ressaltou a importância do apoio contínuo da MSF durante a guerra e expressou tristeza com a notícia da possível saída.

As autoridades israelenses argumentam que a retirada se deve a questões de segurança, uma decisão que foi amplamente condenada pela comunidade internacional. Enquanto isso, a MSF tem desempenhado um papel crucial na prestação de serviços médicos, atendendo a cerca de 20% dos leitos na Faixa de Gaza e realizando mais de 80 mil consultas em 2025. Funcionários da organização, cientes da gravidade da situação, destacam a dificuldade em substituir os serviços prestados, sendo a saúde da população um dos principais pontos de preocupação.

A continuidade da missão da MSF é vital em um contexto onde os desafios humanitários aumentam, especialmente com a impossibilidade de entrada de novos suprimentos e pessoal. A responsável pela logística da MSF afirmou que a organização continuará seus esforços o máximo possível, mesmo diante das dificuldades. O impacto da saída da ONG pode ser devastador para a população local, que já enfrenta uma grave crise de saúde e precariedade de serviços básicos.

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