O instituto nacional de estatística da França, conhecido como Insee, anunciou que, pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o país registrou mais mortes do que nascimentos. O relatório, divulgado em 13 de janeiro de 2026, revela que 651 mil pessoas faleceram, enquanto apenas 645 mil bebês nasceram no ano anterior, acendendo um alerta sobre a crise demográfica que se aproxima.
A queda na natalidade é preocupante e se acentua em um contexto de crescimento populacional que, em 1º de janeiro de 2026, foi impulsionado principalmente pela migração. Embora a expectativa de vida tenha atingido níveis recordes, a população com 65 anos ou mais representa 22%, quase igualando a de jovens com menos de 20 anos. Essa mudança demográfica pressiona o sistema de seguridade social e levanta questões sobre a sustentabilidade econômica do país.
As implicações dessa tendência são profundas, especialmente em um cenário em que a força de trabalho pode ser reduzida. O presidente Emmanuel Macron já propôs um “reforço demográfico” para incentivar a natalidade e mitigar os efeitos de uma população envelhecida. Especialistas preveem que, sem intervenções eficazes, a França poderá enfrentar desafios econômicos significativos nos próximos anos, à medida que a aposentadoria da geração do pós-guerra se intensifica.

